domingo, 15 de novembro de 2009
Flutuei nessa brisa
De tentar prever o que é bonito e o que é feio
Do que é desforme, do que é perfeito
Sorrir e produzir faísca
Estar entre a obrigação do inferno e a possibilidade do céu
Espumar de vontade de tanta coisa
Desatinar pra vestir esse papel

Preciso voltar naquela parte do filme
Que o vilão teve motivo pra ser vilão
E o mocinho pra ser tão sonso
Pra ter como preferência a sua versão
E não a que justifica o crime
E a veracidade da boa intenção

Um bolo de coisas simples e concatenadas
Que faço questão de tornar incoerentes

Sado-masoquista que sou
Coerência não faz meu tipo
Precisando sempre apostar todas as minhas fichas
Sem moderar o valor que inserem à minha inerte boa vontade
E a surpresa do desconhecido foi o motivo da maioria das minhas gargalhadas
Então esse sorvete fica marcado pra algum dia
E nessa história de saber de alguma coisa
Eu só sei que vai valer a pena
E dessa vez não vai ser por causa dos flocos e dos brigadeiros ;)

1 comentários:

Camilla Barbato disse...

"E a surpresa do desconhecido foi o motivo da maioria das minhas gargalhadas
Então esse sorvete fica marcado pra algum dia
E nessa história de saber de alguma coisa
Eu só sei que vai valer a pena
E dessa vez não vai ser por causa dos flocos e dos brigadeiros ;)"

E no meio de tudo, está o sorvete! *-* Maldito Marlon. rs.

Adorei! Ja disse, e repito: vc escreve muito bem!
Beijos, querido